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Paolo Duterte

War on drugs. Filho do Presidente Duterte acusado de tráfico.

Rodrigo Duterte, ícone mundial dos partidários da Guerra às Drogas enrolado na sua própria teia.

Em fevereiro deste ano publicamos um artigo nesta mesma secção, Opinião, onde comentávamos a guerra às drogas desencadeada pelo Presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, com o título de “War on drugs. Um perfeito exemplo do fracasso”.
Nele procurávamos demonstrar o quanto a alegada Guerra ás Drogas não passa de uma farsa para encobrir o envolvimento dos próprios autores no crime organizado.

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Paolo Duterte conversa com seu advogado.

Agora, um artigo da Deutsche Welle traz à tona até que ponto isso é verdade.

Paolo Duterte, filho do Presidente Hugo Duterte e o seu genro, Manases Cárpio, foram chamados para enfrentar um inquérito onde deveriam apresentar a sua defesa da acusação de estarem envolvidos no contrabando de drogas à serviço da Tríade, o mais influente grupo da máfia chinesa.

Paolo Duterte estaria envolvido no contrabando de cerca de US$ 125 milhões (cerca de R$ 400 milhões) de metanfetamina.

O senador Antonio Trillanes, crítico da administração do presidente Rodrigo Duterte, liderou o inquérito que foi desencadeado depois que o negociador de alfândegas, Mark Taguba, disse em agosto que o filho mais velho de Duterte, Paolo, estava conectado a um grupo que aceitou milhões em subornos para transferir embarques de drogas ilegais para o país.

Não é esta a primeira vez que o rapaz aparece envolvido em um caso relacionado a drogas. Já em 2007 documentos da inteligência identificavam Paolo como um importante “protetor de drogas” em sua cidade natal, Davao.

The dragon tatoo

Trillanes acusou Paolo Duterte de fazer parte da “Trillanes”, nome da Tríade em Filipinas, dizendo que uma tatuagem nas costas de Paolo o provaria, já que os integrantes desse sindicato internacional do crime ostentam uma imagem semelhante a um dragão tatuada nas costas. O grupo criminoso tem sido associado ao tráfico de pessoas, drogas e armas.

Rise up Filipinas
Crianças dormem frente a uma igreja para se protegerem dos grupos paramilitares. Foto: Daniel Berehulak/The New York Times

Paolo Duterte admitiu que ele tinha uma tatuagem, mas se recusou a descrevê-lo, invocando seu direito à privacidade.

A agressiva repressão do presidente Duterte sobre as drogas ilegais cobrou a vida de mais de 7 mil jovens, na sua maioria pobres, desde que assumiu a presidência no ano passado.

O padre Joselito Sarabia, um sacerdote que integra o Rise Up, um grupo de famílias que oferece apoio a perseguidos nessa guerra insana, lamenta que o Duterte mais jovem pudesse defender seu direito de se defender contra denúncias de drogas ao contrário dos milhares de jovens mais pobres que foram executados apenas por vagas suspeitas.

Mais um indício de por que e onde se encontram os opositores da liberação ou regulamentação do uso de drogas.

Rodrigo Duterte, ícone mundial dos partidários da Guerra às Drogas enrolado na sua própria teia. Em fevereiro deste ano publicamos um artigo nesta mesma secção, Opinião, onde comentávamos a guerra às drogas desencadeada pelo Presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte, com o título de “War on drugs. Um perfeito exemplo do fracasso”. Nele procurávamos demonstrar o quanto a alegada Guerra ás Drogas não passa de uma farsa para encobrir o envolvimento dos próprios autores no crime organizado. Agora, um artigo da Deutsche Welle traz à tona até que ponto isso é verdade. Paolo Duterte, filho do Presidente Hugo Duterte e o…

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